Pois era isso o que haveria lhe sobrado.
Num belo dia de sol, choveu... Sim, choveu uma eternidade e, sua esposa demorou um pouco mais para voltar.
O olhar dos seus olhos, azuis.
A visão do teu olhar... Diferente.
Todos os quadros empoeirados na sala... Teu filho mais velho que não conversava contigo, tua filha então... Tua família pendurada numa parede, teu outro num quarto escuro.
Deitado no sofá da sala...
O que você via ? O que você enxergava ?
Apenas paredes, fotos, santos e alguma oração para algum neto.
Quantas vezes sozinho. Quantas vezes só, nunca abandonado.
Eu, seu filho, desejaria a morte... E assim desejo.
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