E hoje, mais feliz por motivos dos quais são apenas fatos de algumas águas que passam por básico da ponte quase escassa... escuto pássaros e vejo quão belo é a alma humana e também vejo que a carne é mais fraca do que imaginava, alguns meses entre E hoje, mais feliz por motivos dos quais são apenas fatos de algumas águas que passam por básico da ponte, escuto pássaros e vejo quão belo é a alma humana e também vejo que a carne é mais fraca do que imaginava, alguns meses entre lençóis nus em uma noite de luar palavras ditas ao pé da orelha e talvez um pouco de vinho, ninguém se lembra do começo, apenas do atual momento.
Daremos um troféu para aqueles que erraram ao entrar num corpo estranho e se arrependeram por nove meses após, colocar um inocente num mundo perdido...
Não posso perdoar aqueles que, com romance nas palavras, dizem se arrepender. Quem sou eu para perdoar? Ora bolas! Eu sou eu e minha crença não vem do seu deus, o xamã nos espera, cavalheiros da tempestade, devemos ir para o sul, lá sim... Eu posso "matar alguém".
terça-feira, 15 de julho de 2014
Mistérios
domingo, 13 de julho de 2014
Jardim secreto
Andando entre árvores que um dia já foram belas, observo suas raízes saindo por terra, num belo e "abandonado" cemitério.
É apenas mais um funeral, como de rotina, afinal as pessoas morrem... Vejo os mais diversos tipos de túmulos, uns com anjos feitos de bronze, outros apenas lajotas e um reboco feito com trocados...
Algo me chama a atenção, enquanto passeio observando folhas caindo junto com alguns galhos secos. Uma criança sorrindo, sorridente entre os túmulos. Ela assobia uma música que já ouvi em algum sonho... Quando a perco de vista, olho onde estou... Vejo um pequeno morrinho com grama e um cruz velha, de madeira apodrecida já... Não existe nome, endereço, não existe Santos ou anjos, muito menos uma frase escrita, mas ali, quando observo atentamente, vejo que em volta, há canto de pássaros... Há alegria onde era para ter "tristeza".
Então olho para os céus, fecho os olhos e digo para mim mesmo :
- onde está a verdadeira riqueza dessa vida?
Sem mais, vou em direção a saída do cemitério, quando tento pisar fora, algo me segura e uma voz me diz : seu lugar não é mais aí... Hoje, você não é mais um corpo... Hoje só lhe resta a alma e palavras ditas sobre suas aventuras... Seja bem vindo, meu amigo ao jardim secreto.
sábado, 12 de julho de 2014
Mamãe
Se eu estiver partindo e você me ver... Não faça nenhum barulho, pise nas pontas dos pés.
Mamãe... Esta noite eu tive que partir e já está tarde para voltar atrás. Siga em frente... Ok!
Posso estar enganado, mas esta noite estou um pouco alterado... Não sinto minhas mãos... Minha visão está turva e sinto que estou próximo daquele sonho de infância que sempre te dizia...
De algum modo eu irei voar... Sim, estou voando! Posso sentir... Mamãe! Tenho medo...
terça-feira, 8 de julho de 2014
Coma
Então eu pego as poucas chances que tenho, faço tudo do meu jeito só pra você ter tempo de entender...
Me sinto um outro alguém nesse momento, sou forte, agressivo com a cenas, construo novas paisagens, só pra você...
Não há ninguém para me ensinar isso, sou eu e apenas memórias de um coma antes de acordar...
Orgulho... Você vai ter orgulho de ver que alguém viveu apenas para você... Mesmo que do jeito incerto, existiam borboletas no horizonte.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Bem vindo, inverno
Eu sei que seu coração está enfraquecido...
Você sabe que o meu está despedaçado...
Você irá, com o tempo, renovar e fortalecer o teu, com outro...
Você sabe que para juntar os pedaços demora mais tempo e mesmo que colado, nunca ficará igual antes.
Até do outro lado do mundo deu para ouvir o barulho das minhas lágrimas ao caírem... Poderia ser o som como de uma chuva calma... Poderia...
Não, eu não te culpo... Sou um homem sábio e quieto. Sei que quando o coração não deseja, nem sentimos mais aquele friozinho na barriga. É como se nem prestarmos mais a atenção nas folhas de outono.
Irá demorar, eu sei, mas o inverno está chegando e com ele, tenho certeza que algumas novas páginas de livro serão lidas... Páginas de um livro em branco.
sábado, 14 de junho de 2014
Meu livro
Era uma vez uma menina que lia livros pelos lábios de outras pessoas, ela se divertia...
Não ligava muito para o enredo da história, só não queria ficar de fora.
Muitos livros ela saboreou, até que um dia resolveu vê-los pelos olhos das pessoas...
Começou a estranhar, já não era aquilo que lhe contavam, como antes, agora ela via as palavras.
Já começava a se preocupar com a história, desta vez às palavras doíam.
Então ela tentou mudar, voltar apenas a ouvir... Já era tarde, pois quando liam, ela não tinha mais aqueles brilhos nos olhos. Ela desconfiava de tudo.
Assim se passaram alguns anos e aquela menina foi virando uma mulher. Depois de um tempo ela encontrou uma menina com um livro nas mãos, toda feliz... Ela perguntou para a menina por que ela estava feliz, qual era o nome do livro... A menina não respondia e quando ela insistiu muito, percebeu que aquela menina era surda e cega, viu que a capa do livro estava escrito seu nome... Apenas aí se deu conta que certas coisas vem do coração... Essas coisas simplesmente se sentem... É a combinação perfeita do ler, ouvir e depois falar : te amo, mas antes eu preciso me amar.
Dayson Guilherme
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Solidão genérica
Solidão.
Estar só, caminhar de cabeça baixa, exausto e com dor nos pés.
Escutando barulhos insignificantes que vem em ondas sonoras, poluentes.
O sol teima em queimar as costas, mas a escuridão da mente faz tudo parecer normal.
É chegar em casa, tomar aquele banho com a água batendo na nuca e pensamentos vagos, olhando para um inseto que luta por sua sobrevivência enquanto a água cobre seu corpo... Você não sabe se ajuda ou se deixa morrer...
Livros na estante, uma garrafa de vinho pela metade, um vinil psicodélico da década de setenta, riscado.
A janela entreaberta para bater aquela brisa. Já está escurecendo tudo. Onde foram todos? Ou melhor, onde estou?!
Ah sim ! Vinho, vinil , ressaca da vida e descarga de pensamentos que não servem para nada...
Eu, apenas eu... Me deixa aqui, amanhã levanto cedo, tomo um analgésico vagabundo e genérico e vou fingir que a vida é simples...